Princípios do Reiki

12-04-2010 21:13
 
São 5 as regras Reiki do comportamento. Foram definidas por Mikao Usui com inspiração nos pensamentos do imperador japonês Mutsuhito, e também nas próprias vivências de Usui nos muitos anos de trabalho com mendigos em Quioto. Ao trabalhar com estes marginais, curando muitos deles e devolvendo-lhes a integridade necessária para poderem trabalhar e cuidar das próprias famílias, o Dr.Mikao Usui apercebeu-se de que muitos, contudo, preferiam voltar às ruas e continuar a pedir esmola, embora estivessem bem e gozassem de boa saúde. Ao serem questionados das suas razões, respondiam que embora estivessem bem, era muito duro e desagradável ter que trabalhar para ganhar a vida, e portanto preferiam mendigar, não ter responsabilidades e viver da riqueza alheia. Estas respostas fizeram o Dr. Usui perceber que não basta curar o corpo, havia que cuidar também do espírito. E levaram-no a definir relações entre doenças e processos de aprendizagem, a definir o significado de saúde física, bem como do livre assumir da responsabilidade, da gratidão e das leis das trocas energéticas. Hoje, definimos do seguinte modo os resultados das suas reflexões, chamando-lhes princípios do Reiki:
1) Precisamente hoje não se irrite
2) Precisamente hoje não se preocupe
3) Precisamente hoje trabalhe com honra
4) Precisamente hoje tente ser amável com todos aqueles que o rodeiam
5) Precisamente hoje agradeça as dádivas
Podemos sintetizar estas 5 regras numa só expressão que podemos eventualmente usar como mantra, tendo em conta a importância das afirmações positivas sobre o modo como nos sentimos: só por hoje sou tolerante, confiante, grato, trabalhador e bondoso para todos os seres.

A expressão "só por hoje" transporta-nos para o "aqui e agora". O Dr. Usui deixou-nos a chave para este segredo preconizado pelo Taoísmo e outras práticas espirituais, segundo os quais o único momento em que é possível viver é no aqui, agora, neste momento. Nestas práticas orientais, os mestres ensinam os seus discíplos a treinar este "viver no momento" através da resolução de enigmas. Estes não são mais do que paradoxos que, porque deixam a mente confusa fazem-na parar. É quando a nossa mente pára que nos vemos de repente e completamente no aqui e agora.
Alguns exemplos destes enigmas são "qual é o som de uma mão a bater palmas ?", "qual era a tua natureza original antes de os teus pais terem nascido ?"

O segundo princípio, "não me irrito" tem a ver com o ensinamento de que a raiva é um sentimento que nos transmite baixas vibrações. Quer isto dizer que, quando sentimos raiva nos afastamos das altas vibrações de amor do universo, atraindo também mais raiva em nosso redor. A raiva é um sentimento que nos dessincroniza do nosso propósito de vida divino e não contribui nada para a evolução da consciência. 
A raiva não deve ser contida fingindo que não a sentimos, o que nos levará a graves doenças do corpo. É importante aprender a não direccionar raiva para o exterior mas sim procurar sentir a dor por detrás da raiva e transformar essa dor em tristeza,  sentimento que, esse sim, deve ser vivido por nós e expresso em choro sentido. Quando sentimos raiva, podemos aprender a interferir nesse estado perguntando-nos repetidamente porque razão estamos tristes, até sentirmos essa tristeza e não mais a raiva dentro do peito.